Prefácio

Num Éden muito distante... enquanto vasculhava as prateleiras da biblioteca da minha escola, esbarrei com um senhor chamado Stéphane Mallarmé. Como o fruto da Árvore da Ciência, sua obra poética foi o salvamento e perdição da minha pobre e inocente alma infantil. A partir daquela experiência estética não mais me foi possível permanecer indiferente à minha própria existência: me expressar era uma necessidade que se impunha.

Estudei composição e harmonia com Frederico Zimmerman Aranha, para descobrir que não sou músico mas sim cancionista.
Porque canção não é música, é literatura.
Então que fique bem claro que não sou músico (Deus me livre!), sou escritor de canções.

Já gravei vários álbuns e os agrupei em projetos musicais de acordo com suas particularidades. Nomes são importantes. Atualmente tenho me apresentado simplesmente como "João" e gravado somente violão e voz. Estrito mas atemporal.
Note que todos meus álbuns tem 8 ou 11 faixas, com exceção apenas de "Le Gauche Gnosis". Números são importantes.

Canções são como horcruxes, pedaços da alma congelados numa forma persistente. Um feitiço para enganar o tempo, imortalizar. Através delas o mais relevante de minha existência há de viver e
permanecer.

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